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Este tutorial introdutório não pressupõe nenhuma experiência prévia com LaTeX, mas, esperamos que, ao terminá-lo, você não apenas tenha escrito seu primeiro documento LaTeX, mas também adquirido conhecimento e confiança suficientes para dar os próximos passos rumo ao domínio do LaTeX.
LaTeX (pronuncia-se “LEI-tek” ou “LÁ-tek”) é uma ferramenta para compor documentos com aparência profissional. No entanto, o modo de funcionamento do LaTeX é bem diferente de muitas outras aplicações de produção de documentos que você talvez já tenha usado, como o Microsoft Word ou o LibreOffice Writer: essas ferramentas “WYSIWYG” oferecem aos usuários uma página interativa na qual digitam e editam o texto e aplicam diversas formas de estilo. O LaTeX funciona de forma muito diferente: seu documento é um arquivo de texto simples intercalado com comandos LaTeX usados para expressar os resultados (compostos) desejados. Para produzir um documento composto e visível, seu arquivo LaTeX é processado por um software chamado engine TeX, que usa os comandos incorporados ao arquivo de texto para guiar e controlar o processo de composição, convertendo os comandos LaTeX e o texto do documento em um arquivo PDF composto profissionalmente. Isso significa que você só precisa se concentrar no conteúdo do seu documento, e o computador, por meio dos comandos LaTeX e da engine TeX, cuidará da aparência visual (formatação).
Vários argumentos podem ser apresentados a favor ou contra aprender a usar o LaTeX em vez de outras aplicações de criação de documentos; mas, em última análise, é uma escolha pessoal baseada em preferências, afinidades e requisitos de documentação.Os argumentos a favor do LaTeX incluem:
suporte à composição de matemática extremamente complexa, tabelas e conteúdo técnico para as ciências físicas;
recursos para notas de rodapé, referências cruzadas e gerenciamento de bibliografias;
facilidade para produzir elementos de documento complicados ou tediosos, como índices remissivos, glossários, sumários e listas de figuras;
ser altamente personalizável para a produção de documentos sob medida, graças à sua programabilidade intrínseca e à extensibilidade por meio de milhares de pacotes complementares gratuitos.
De modo geral, o LaTeX oferece aos usuários um grande controle sobre a produção de documentos compostos com padrões extremamente altos. Claro, há tipos de documentos ou publicações em que o LaTeX não se destaca, incluindo muitos layouts de página de “forma livre” típicos de publicações no estilo de revistas.Um benefício importante do LaTeX é a separação entre o conteúdo e o estilo do documento: depois de escrever o conteúdo do seu documento, a aparência dele pode ser alterada com facilidade. Da mesma forma, você pode criar um arquivo LaTeX que define o layout/estilo de um determinado tipo de documento, e esse arquivo pode ser usado como template para padronizar a autoria/produção de outros documentos desse tipo; por exemplo, isso permite que editoras científicas criem templates de artigos em LaTeX, que os autores usam para escrever artigos a serem submetidos a periódicos. O Overleaf tem uma galeria com milhares de templates, abrangendo uma enorme variedade de tipos de documentos — de artigos científicos, relatórios e livros a currículos e apresentações. Como esses templates definem o layout e o estilo do documento, os autores só precisam abri-los no Overleaf — criando um novo projeto — e começar a escrever para adicionar seu conteúdo.
O primeiro passo é criar um novo projeto LaTeX. Você pode fazer isso no seu próprio computador criando um novo arquivo .tex; como alternativa, pode iniciar um novo projeto no Overleaf.Vamos começar com o exemplo funcional mais simples, que pode ser aberto diretamente no Overleaf:
\documentclass{article}\begin{document}First document. This is a simple example, with no extra parameters or packages included.\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Você pode ver que o LaTeX recuou automaticamente a primeira linha do parágrafo, cuidando dessa formatação para você. Vamos analisar mais de perto o que cada parte do nosso código faz.A primeira linha de código, \documentclass{article}, declara o tipo de documento, conhecido como sua classe, que controla a aparência geral do documento. Diferentes tipos de documentos exigem classes diferentes; por exemplo, um currículo exigirá uma classe diferente de um artigo científico, que pode usar a classe LaTeX padrão article. Outros tipos de documentos em que você esteja trabalhando podem exigir classes diferentes, como book ou report. Para ter uma ideia das muitas classes LaTeX disponíveis, visite a página correspondente no CTAN (Comprehensive TeX Archive Network).Depois de definir a classe do documento, nosso conteúdo, conhecido como o corpo do documento, é escrito entre as tags \begin{document} e \end{document}. Depois de abrir o exemplo acima, você pode fazer alterações no texto e, ao terminar, visualizar o PDF composto resultante recompilando o documento. Para fazer isso no Overleaf, basta clicar em Recompile, como demonstrado neste breve vídeo:Qualquer projeto do Overleaf pode ser configurado para recompilar automaticamente sempre que for editado: clique na pequena seta ao lado do botão Recompile e defina Auto Compile como On, como mostrado na captura de tela a seguir:Depois de ver como adicionar conteúdo ao nosso documento, o próximo passo é dar a ele um título. Para isso, precisamos falar brevemente sobre o preâmbulo.
A captura de tela acima mostra o Overleaf armazenando um documento LaTeX como um arquivo chamado main.tex: a extensão de arquivo .tex é, por convenção, usada ao nomear arquivos que contêm o código LaTeX do seu documento.O exemplo anterior mostrou como o conteúdo do documento foi inserido após o comando \begin{document}; no entanto, tudo o que aparece no seu arquivo .texantes desse ponto é chamado de preâmbulo, que funciona como a seção de “configuração” do documento. No preâmbulo, você define a classe (tipo) do documento junto com detalhes como os idiomas a serem usados na escrita do documento; carrega os pacotes que deseja usar (mais sobre isso adiante); e é onde você aplica outros tipos de configuração.Um preâmbulo mínimo de documento pode ser assim:
em que \documentclass[12pt, letterpaper]{article} define a classe (tipo) geral do documento. Parâmetros adicionais, que devem ser separados por vírgulas, são incluídos entre colchetes ([...]) e usados para configurar esta instância da classe article; ou seja, as configurações que desejamos usar para este documento específico baseado na classe article.Neste exemplo, os dois parâmetros fazem o seguinte:
12pt define o tamanho da fonte
letterpaper define o tamanho do papel
É claro que outros tamanhos de fonte, 9pt, 11pt, 12pt, podem ser usados, mas, se nenhum for especificado, o tamanho padrão é 10pt. Quanto ao tamanho do papel, outros valores possíveis são a4paper e legalpaper. Para mais informações, consulte o artigo sobre tamanho de página e margens.A linha do preâmbulo
\usepackage{graphicx}
é um exemplo de carregamento de um pacote externo (aqui, o graphicx) para ampliar os recursos do LaTeX, permitindo importar arquivos gráficos externos. Os pacotes LaTeX são discutidos na seção Encontrando e usando pacotes LaTeX.
Adicionar título, autor e data ao nosso documento requer mais três linhas no preâmbulo (não no corpo principal do documento). Essas linhas são:
\title{My first LaTeX document}: o título do documento
\author{Hubert Farnsworth}: aqui você escreve o nome do(s) autor(es) e, opcionalmente, o comando \thanks dentro das chaves:
\thanks{Funded by the Overleaf team.}: pode ser adicionado após o nome do autor, dentro das chaves do comando author. Ele adiciona um sobrescrito e uma nota de rodapé com o texto entre as chaves. Útil se você precisar agradecer a uma instituição no seu artigo.
\date{August 2022}: você pode inserir a data manualmente ou usar o comando \today para compor a data atual sempre que o documento for compilado
Com essas linhas adicionadas, seu preâmbulo deve ficar parecido com isto:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\title{My first LaTeX document}\author{Hubert Farnsworth\thanks{Funded by the Overleaf team.}}\date{August 2022}
Para compor o título, o autor e a data, use o comando \maketitle dentro do corpo do documento:
\begin{document}\maketitleWe have now added a title, author and date to our first \LaTeX{} document!\end{document}
O preâmbulo e o corpo agora podem ser combinados para produzir um documento completo, que pode ser aberto no Overleaf:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\title{My first LaTeX document}\author{Hubert Farnsworth\thanks{Funded by the Overleaf team.}}\date{August 2022}\begin{document}\maketitleWe have now added a title, author and date to our first \LaTeX{} document!\end{document}
O LaTeX é uma forma de “código de programa”, mas especializada na composição de documentos; consequentemente, como acontece com código escrito em qualquer outra linguagem de programação, pode ser muito útil incluir comentários no seu documento. Um comentário LaTeX é um trecho de texto que não será composto nem afetará o documento de forma alguma — frequentemente usado para adicionar notas de “a fazer”, incluir notas explicativas, fornecer explicações em linha de macros complicadas ou comentar linhas/seções de código LaTeX durante a depuração.Para fazer um comentário em LaTeX, basta escrever o símbolo % no início da linha, como mostrado no código a seguir, que usa o exemplo acima:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\title{My first LaTeX document}\author{Hubert Farnsworth\thanks{Funded by the Overleaf team.}}\date{August 2022}\begin{document}\maketitleWe have now added a title, author and date to our first \LaTeX{} document!% This line here is a comment. It will not be typeset in the document.\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz uma saída idêntica à do código LaTeX anterior, que não continha o comentário.
A seguir, veremos alguns comandos de formatação de texto:
Negrito: o texto em negrito no LaTeX é composto usando o comando \textbf{...}.
Itálico: o texto em itálico é produzido usando o comando \textit{...}.
Sublinhado: para sublinhar texto, use o comando \underline{...}.
O próximo exemplo demonstra esses comandos:
Some of the \textbf{greatest}discoveries in \underline{science} were made by \textbf{\textit{accident}}.
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Outro comando muito útil é \emph{_argument_}, cujo efeito sobre o seu _argument_ depende do contexto. Dentro de texto normal, o texto enfatizado fica em itálico, mas esse comportamento é invertido se for usado dentro de um texto em itálico — veja o próximo exemplo:
Some of the greatest \emph{discoveries} in science were made by accident.\textit{Some of the greatest \emph{discoveries} in science were made by accident.}\textbf{Some of the greatest \emph{discoveries} in science were made by accident.}
Nesta seção, veremos como adicionar imagens a um documento LaTeX. O Overleaf oferece três maneiras de inserir imagens:
Use o botão Insert Figure(), localizado na barra de ferramentas do editor, para inserir uma imagem no Visual Editor ou no Code Editor.
Copie e cole uma imagem no Visual Editor ou no Code Editor.
Use o Code Editor para escrever código LaTeX que insere um gráfico.
As opções 1 e 2 geram automaticamente o código LaTeX necessário para inserir imagens, mas aqui apresentamos a opção 3 — observe que você precisará fazer upload dessas imagens para o seu projeto do Overleaf. O exemplo a seguir demonstra como incluir uma imagem:
\documentclass{article}\usepackage{graphicx} %LaTeX package to import graphics\graphicspath{{images/}} %configuring the graphicx package\begin{document}The universe is immense and it seems to be homogeneous, on a large scale, everywhere we look.% The \includegraphics command is % provided (implemented) by the % graphicx package\includegraphics{universe} There's a picture of a galaxy above.\end{document}
Abra este exemplo de imagem no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Importar gráficos para um documento LaTeX requer um pacote complementar que fornece os comandos e recursos necessários para incluir arquivos gráficos externos. O exemplo acima carrega o pacote graphicx, que, entre muitos outros comandos, fornece \includegraphics{...} para importar gráficos e \graphicspath{...} para informar ao LaTeX onde os gráficos estão localizados.Para usar o pacote graphicx, inclua a seguinte linha no preâmbulo do seu documento do Overleaf:
\usepackage{graphicx}
Em nosso exemplo, o comando \graphicspath{{images/}} informa ao LaTeX que as imagens ficam em uma pasta chamada images, contida no diretório atual:O comando \includegraphics{universe} faz o trabalho real de inserir a imagem no documento. Aqui, universe é o nome do arquivo de imagem, mas sem a extensão.Observação:
Embora o nome completo do arquivo, incluindo a extensão, seja permitido no comando \includegraphics, considera-se uma boa prática omitir a extensão do arquivo, porque isso faz o LaTeX procurar todos os formatos suportados.
Em geral, o nome do arquivo do gráfico não deve conter espaços em branco nem vários pontos; também é recomendável usar letras minúsculas na extensão do arquivo ao fazer upload de arquivos de imagem para o Overleaf.
As imagens podem receber legendas, rótulos e referências por meio do ambiente figure, como mostrado abaixo:
\documentclass{article}\usepackage{graphicx}\graphicspath{{images/}}\begin{document}\begin{figure}[h] \centering \includegraphics[width=0.75\textwidth]{mesh} \caption{A nice plot.} \label{fig:mesh1}\end{figure}As you can see in figure \ref{fig:mesh1}, the function grows near the origin. This example is on page \pageref{fig:mesh1}.\end{document}
\includegraphics[width=0.75\textwidth]{mesh}: esta forma de \includegraphics instrui o LaTeX a definir a largura da figura como 75% da largura do texto — cujo valor é armazenado no comando \textwidth.
\caption{A nice plot.}: como o nome sugere, este comando define a legenda da figura, que pode ser colocada acima ou abaixo da figura. Se você criar uma lista de figuras, essa legenda será usada nessa lista.
\label{fig:mesh1}: para fazer referência a esta imagem dentro do seu documento, você atribui a ela um rótulo usando o comando \label. O rótulo é usado para gerar um número para a imagem e, combinado com o próximo comando, permitirá que você faça referência a ela.
\ref{fig:mesh1}: este código será substituído pelo número correspondente à figura referenciada.
As imagens incorporadas a um documento LaTeX devem ser colocadas dentro de um ambiente figure, ou similar, para que o LaTeX possa posicionar automaticamente a imagem em um local adequado do documento.Mais orientações estão disponíveis nos seguintes artigos de ajuda do Overleaf:
Você pode criar diferentes tipos de lista usando ambientes, que servem para encapsular o código LaTeX necessário para implementar um recurso específico de composição. Um ambiente começa com \begin{_environment-name_} e termina com \end{_environment-name_}, em que _environment-name_ pode ser figure, tabular ou um dos tipos de lista: itemize para listas não ordenadas ou enumerate para listas ordenadas.
Listas não ordenadas são produzidas pelo ambiente itemize. Cada entrada da lista deve ser precedida pelo comando \item, como mostrado abaixo:
\documentclass{article}\begin{document}\begin{itemize} \item The individual entries are indicated with a black dot, a so-called bullet. \item The text in the entries may be of any length.\end{itemize}\end{document}
Listas ordenadas usam a mesma sintaxe das listas não ordenadas, mas são criadas com o ambiente enumerate:
\documentclass{article}\begin{document}\begin{enumerate} \item This is the first entry in our list. \item The list numbers increase with each entry we add.\end{enumerate}\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Assim como nas listas unordered, cada entrada deve ser precedida pelo comando \item, que, aqui, gera automaticamente o valor numérico do rótulo da lista ordenada, começando em 1.Para mais informações, você pode abrir este projeto maior do Overleaf, que demonstra vários tipos de lista do LaTeX, ou visitar nosso artigo de ajuda dedicado a listas no LaTeX, que oferece muitos outros exemplos e mostra como criar listas personalizadas.
Uma das principais vantagens do LaTeX é a facilidade com que expressões matemáticas podem ser escritas. O LaTeX oferece dois modos de escrita para compor matemática:
o modo matemático inline (em linha), usado para escrever fórmulas que fazem parte de um parágrafo
o modo matemático display (destacado), usado para escrever expressões que não fazem parte de um texto ou parágrafo e são compostas em linhas separadas
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\begin{document}In physics, the mass-energy equivalence is stated by the equation $E=mc^2$, discovered in 1905 by Albert Einstein.\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Para compor matemática no modo inline, você pode usar um destes pares de delimitadores: \( ... \), $ ... $ ou \begin{math} ... \end{math}, como demonstrado no exemplo a seguir:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\begin{document}\begin{math}E=mc^2\end{math} is typeset in a paragraph using inline math mode---as is $E=mc^2$, and so too is \(E=mc^2\).\end{document}
As equações compostas no modo display podem ser numeradas ou não, como no exemplo a seguir:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\begin{document}The mass-energy equivalence is described by the famous equation\[ E=mc^2 \] discovered in 1905 by Albert Einstein. In natural units ($c = 1$), the formula expresses the identity\begin{equation}E=m\end{equation}\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Para compor matemática no modo display, você pode usar um destes pares de delimitadores: \[ ... \], \begin{displaymath} ... \end{displaymath} ou \begin{equation} ... \end{equation}. Historicamente, compor matemática no modo display exigia o uso dos delimitadores $$, como em $$ _... display math here ..._$$, mas esse método não é mais recomendado: use os delimitadores do LaTeX \[ ... \] em vez disso.
Os exemplos a seguir demonstram uma variedade de conteúdo matemático composto com LaTeX.
\documentclass{article}\begin{document}Subscripts in math mode are written as $a_b$ and superscripts are written as $a^b$. These can be combined and nested to write expressions such as\[ T^{i_1 i_2 \dots i_p}_{j_1 j_2 \dots j_q} = T(x^{i_1},\dots,x^{i_p},e_{j_1},\dots,e_{j_q}) \]We write integrals using $\int$ and fractions using $\frac{a}{b}$. Limits are placed on integrals using superscripts and subscripts:\[ \int_0^1 \frac{dx}{e^x} = \frac{e-1}{e} \]Lower case Greek letters are written as $\omega$ $\delta$ etc. while upper case Greek letters are written as $\Omega$ $\Delta$.Mathematical operators are prefixed with a backslash as $\sin(\beta)$, $\cos(\alpha)$, $\log(x)$ etc.\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:O próximo exemplo usa o ambiente equation*, fornecido pelo pacote amsmath, por isso precisamos adicionar a seguinte linha ao preâmbulo do nosso documento:
\usepackage{amsmath}% For the equation* environment
Para mais informações sobre o uso do amsmath, consulte nosso artigo de ajuda.
\documentclass{article}\usepackage{amsmath}% For the equation* environment\begin{document}\section{First example}The well-known Pythagorean theorem \(x^2 + y^2 = z^2\) was proved to be invalid for other exponents, meaning the next equation has no integer solutions for \(n>2\):\[ x^n + y^n = z^n \]\section{Second example}This is a simple math expression \(\sqrt{x^2+1}\) inside text. And this is also the same: \begin{math}\sqrt{x^2+1}\end{math}but by using another command.This is a simple math expression without numbering\[\sqrt{x^2+1}\]separated from text.This is also the same:\begin{displaymath}\sqrt{x^2+1}\end{displaymath}\ldots and this:\begin{equation*}\sqrt{x^2+1}\end{equation*}\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:As possibilidades com matemática no LaTeX são infinitas, por isso não deixe de visitar nossas páginas de ajuda para conselhos e exemplos sobre tópicos específicos:
Artigos científicos geralmente apresentam um resumo (abstract), que é uma breve visão geral/síntese de seus tópicos ou argumentos centrais. O próximo exemplo demonstra a composição de um resumo usando o ambiente abstract do LaTeX:
\documentclass{article}\begin{document}\begin{abstract}This is a simple paragraph at the beginning of the document. A brief introduction about the main subject.\end{abstract}\end{document}
Com o resumo pronto, podemos começar a escrever nosso primeiro parágrafo. O próximo exemplo demonstra:
como um novo parágrafo é criado pressionando a tecla “enter” duas vezes, encerrando a linha atual e inserindo uma linha em branco em seguida;
como iniciar uma nova linha sem começar um novo parágrafo, inserindo uma quebra de linha manual com o comando \\, que é uma barra invertida dupla; como alternativa, use o comando \newline.
O terceiro parágrafo deste exemplo demonstra o uso dos comandos \\ e \newline:
\documentclass{article}\begin{document}\begin{abstract}This is a simple paragraph at the beginning of the document. A brief introduction about the main subject.\end{abstract}After our abstract we can begin the first paragraph, then press ``enter'' twice to start the second one.This line will start a second paragraph.I will start the third paragraph and then add \\ a manual line break which causes this text to start on a new line but remains part of the same paragraph. Alternatively, I can use the \verb|\newline|\newline command to start a new line, which is also part of the same paragraph.\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Observe como o LaTeX recua automaticamente os parágrafos — exceto logo após títulos do documento, como seção e subseção — como veremos.Recomenda-se aos novos usuários não usar vários \\ ou \newline para “simular” parágrafos com espaçamento maior entre eles, pois isso pode interferir nos algoritmos de composição do LaTeX. O método recomendado é continuar usando linhas em branco para criar novos parágrafos, sem nenhum \\, e carregar o pacote parskip adicionando \usepackage{parskip} ao preâmbulo.Mais informações sobre parágrafos podem ser encontradas nos seguintes artigos:
Parágrafos e novas linhas
Como alterar o espaçamento entre parágrafos no LaTeX
LaTeX Error: There’s no line here to end oferece conselhos e orientações adicionais sobre o uso de \\.
Documentos mais longos, independentemente do software de autoria, geralmente são divididos em partes, capítulos, seções, subseções e assim por diante. O LaTeX também oferece comandos de estruturação de documentos, mas os comandos disponíveis e suas implementações (o que eles fazem) podem depender da classe de documento usada. Por exemplo, documentos criados com a classe book podem ser divididos em partes, capítulos, seções, subseções e assim por diante, mas a classe letter não oferece (não suporta) nenhum comando para isso.O próximo exemplo demonstra comandos usados para estruturar um documento baseado na classe book:
\documentclass{book}\begin{document}\chapter{First Chapter}\section{Introduction}This is the first section.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortisfacilisis sem. Nullam nec mi et neque pharetra sollicitudin. Praesent imperdietmi nec ante. Donec ullamcorper, felis non sodales...\section{Second Section}Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortis facilisissem. Nullam nec mi et neque pharetra sollicitudin. Praesent imperdiet mi necante...\subsection{First Subsection}Praesent imperdietmi nec ante. Donec ullamcorper, felis non sodales...\section*{Unnumbered Section}Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortis facilisissem...\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Os nomes dos comandos de seccionamento são, em sua maioria, autoexplicativos; por exemplo, \chapter{First Chapter} cria um novo capítulo intitulado First Chapter, \section{Introduction} produz uma seção intitulada Introduction, e assim por diante. As seções podem ser divididas ainda em \subsection{...} e até em \subsubsection{...}. A numeração de seções, subseções etc. é automática, mas pode ser desativada usando a chamada versão com asterisco do comando apropriado, que tem um asterisco (*) no final, como \section*{...} e \subsection*{...}.Em conjunto, as classes de documento do LaTeX oferecem os seguintes comandos de seccionamento, sendo que cada classe específica suporta um subconjunto relevante:
\part{part}
\chapter{chapter}
\section{section}
\subsection{subsection}
\subsubsection{subsubsection}
\paragraph{paragraph}
\subparagraph{subparagraph}
Em particular, os comandos \part e \chapter estão disponíveis apenas nas classes de documento report e book.Visite o artigo do Overleaf sobre seções e capítulos para mais informações sobre comandos de estrutura de documentos.
Se você é novo no LaTeX, usar a barra de ferramentas do Visual Editor (opção 1) é uma ótima maneira de começar — você pode alternar entre o Visual Editor e o Code Editor para ver o código por trás da tabela.Aqui, focamos na opção 3 — o método mais flexível para criar tabelas — e fornecemos exemplos que demonstram como criar tabelas no LaTeX, incluindo a adição de linhas (fios) e legendas. À medida que ganhar experiência, consulte nossas orientações detalhadas sobre como criar tabelas usando LaTeX.
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:O ambiente tabular é o método padrão do LaTeX para criar tabelas. Você deve especificar um parâmetro para esse ambiente, neste caso {c c c}, que informa ao LaTeX que haverá três colunas e que o texto dentro de cada uma deve ser centralizado. Você também pode usar r para alinhar o texto à direita e l para alinhá-lo à esquerda. O símbolo de alinhamento & é usado para demarcar as células individuais dentro de uma linha da tabela. Para encerrar uma linha da tabela, use o comando de nova linha\\. Nossa tabela está contida em um ambiente center para ficar centralizada na largura do texto da página.
O ambiente tabular suporta linhas (fios) horizontais e verticais como parte da tabela:
para adicionar fios horizontais acima e abaixo das linhas, use o comando \hline
para adicionar fios verticais entre as colunas, use o parâmetro de linha vertical |
Neste exemplo, o argumento é {|c|c|c|}, que declara três colunas (centralizadas), cada uma separada por uma linha vertical (fio); além disso, usamos \hline para colocar um fio horizontal acima da primeira linha e abaixo da última:
Você pode adicionar legendas e referências a tabelas praticamente da mesma forma que às imagens. A única diferença é que, em vez do ambiente figure, você usa o ambiente table.A tabela \ref{table:data} mostra como adicionar uma legenda a uma tabela e fazer referência a ela.
Criar um sumário é simples, porque o comando \tableofcontents faz quase todo o trabalho para você:
\documentclass{article}\title{Sections and Chapters}\author{Gubert Farnsworth}\date{August 2022}\begin{document}\maketitle\tableofcontents\section{Introduction}This is the first section.Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortisfacilisis sem. Nullam nec mi et neque pharetra sollicitudin. Praesent imperdietmi nec ante. Donec ullamcorper, felis non sodales...\section*{Unnumbered Section}\addcontentsline{toc}{section}{Unnumbered Section}Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortis facilisissem. Nullam nec mi et neque pharetra sollicitudin. Praesent imperdiet mi necante...\section{Second Section}Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Etiam lobortis facilisissem. Nullam nec mi et neque pharetra sollicitudin. Praesent imperdiet mi necante...\end{document}
Abra este exemplo no Overleaf.Este exemplo produz a seguinte saída:Seções, subseções e capítulos são incluídos automaticamente no sumário. Para adicionar entradas manualmente, como uma seção não numerada, use o comando \addcontentsline, como mostrado no exemplo.
O breve vídeo a seguir mostra como baixar o código-fonte do seu projeto ou o arquivo PDF composto:Mais informações podem ser encontradas no artigo de ajuda do Overleaf Exportando seu trabalho do Overleaf.
O LaTeX não apenas oferece recursos de composição significativos, mas também fornece um framework de extensibilidade por meio do uso de pacotes complementares. Em vez de tentar fornecer comandos e recursos que “tentam fazer tudo”, o LaTeX foi projetado para ser extensível, permitindo que os usuários carreguem conjuntos externos de código (pacotes) que oferecem recursos de composição mais especializados ou ampliam os recursos nativos do LaTeX — como a composição de tabelas. Como observado na seção Adicionando imagens, o pacote graphicx amplia o LaTeX fornecendo comandos para importar arquivos gráficos e foi carregado (no preâmbulo) escrevendo
Como observado acima, os pacotes são carregados no preâmbulo do documento por meio do comando \usepackage, mas, como (muitos) pacotes LaTeX oferecem um conjunto de opções que podem ser usadas para configurar seu comportamento, o comando \usepackage costuma ficar assim:
\usepackage[options]{somepackage}
Os colchetes “[...]” informam ao LaTeX qual conjunto de opções deve ser aplicado ao carregar somepackage. Dentro do conjunto de opções solicitado pelo usuário, as opções ou configurações individuais geralmente são separadas por vírgula; por exemplo, o pacote geometry oferece muitas opções para configurar o layout da página no LaTeX, então um uso típico do geometry pode ser assim:
O pacote geometry é um exemplo de pacote escrito e disponibilizado por membros da comunidade global de LaTeX, oferecido gratuitamente a qualquer pessoa que queira usá-lo.Se um pacote LaTeX não oferece nenhuma opção, ou se o usuário quiser usar os valores padrão das opções de um pacote, ele seria carregado assim:
\usepackage{somepackage}
Quando você escreve \usepackage[...]{somepackage}, o LaTeX procura um arquivo correspondente chamado _somepackage_.sty, que ele precisa carregar e processar — para disponibilizar os comandos do pacote e executar qualquer outro código fornecido por esse pacote. Se o LaTeX não conseguir encontrar _somepackage_.sty, ele terminará com um erro, como demonstrado no seguinte exemplo do Overleaf:
\documentclass[12pt, letterpaper]{article}\usepackage{somepackage}% a NON-EXISTENT package\begin{document}This will fail!\end{document}
Os pacotes são distribuídos pela Comprehensive TeX Archive Network, geralmente chamada de CTAN, que, no momento em que este texto foi escrito, hospeda 6287 pacotes de 2881 colaboradores. A CTAN se descreve como
… um conjunto de sites na Internet ao redor do mundo que oferecem material relacionado ao TEX para download.
Você pode navegar pela CTAN em busca de pacotes úteis; por exemplo:
Pacotes disponíveis no Overleaf: apresentando o TeX Live
Uma vez por ano, um subconjunto (grande) dos pacotes hospedados na CTAN, além de fontes relacionadas ao LaTeX e outros softwares, é reunido e distribuído como um sistema chamado TeX Live, que pode ser usado para instalar sua própria configuração (local) do LaTeX. Na verdade, os servidores do Overleaf também usam o TeX Live e são atualizados quando uma nova versão do TeX Live é lançada. As atualizações do TeX Live no Overleaf não são imediatas, mas ocorrem alguns meses após o lançamento, o que nos dá tempo para realizar testes de compatibilidade da nova versão do TeX Live com os milhares de templates contidos em nossa galeria. Por exemplo, aqui está nosso anúncio da atualização para o TeX Live 2025.Embora o TeX Live contenha um subconjunto (grande) dos pacotes da CTAN, é possível encontrar um pacote interessante, como o igo para compor diagramas de Go, que está hospedado na CTAN, mas não está incluído no (não é distribuído pelo) TeX Live e, portanto, não está disponível no Overleaf. Alguns pacotes hospedados na CTAN não fazem parte do TeX Live por vários motivos: talvez o pacote esteja obsoleto, tenha problemas de licenciamento, seja extremamente novo (enviado recentemente) ou tenha dependências de plataforma, como funcionar no Windows, mas não no Linux.Novos pacotes, e atualizações de pacotes existentes, são enviados à CTAN durante todo o ano, mas as atualizações do TeX Live são distribuídas anualmente; consequentemente, os pacotes contidos na versão atual do TeX Live não estarão tão atualizados quanto os hospedados na CTAN. Como os servidores do Overleaf usam o TeX Live, é possível que os pacotes instalados em nossos servidores — ou seja, os disponíveis para nossos usuários — não sejam as versões mais recentes disponíveis na CTAN, mas, em geral, é improvável que isso seja um problema.
Última modificação em 5 de outubro de 2026
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